Quem ainda tem dinheiro em sites de apostas esportivas e jogos virtuais tem até as 23h59 desta segunda-feira (5) para pedir o saque diretamente na plataforma. A partir da 0h de terça-feira (6), sites e aplicativos de apostas devem sair do ar.
O encerramento está previsto na Medida Provisória 1.394/2026, assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 25 de setembro, que acaba com as plataformas de apostas autorizadas e cria um mecanismo para devolver os valores que ficarem nas contas.
O que fazer
- Para sacar hoje: entre na sua conta na plataforma e peça o saque antes das 23h59.
- Guarde comprovantes: salve o saldo disponível, o pedido e a confirmação do saque.
- Se não der tempo: o saldo não é perdido. As empresas terão de informar aos bancos os valores ligados ao CPF de cada usuário, e a devolução será feita depois pelas instituições financeiras. A regra vale para as bets que estavam autorizadas pelo governo.
Depois do prazo, quem tentar acessar as plataformas poderá ser direcionado a uma página com orientações sobre o resgate. Lojas de aplicativos, provedores de internet e o Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) vão atuar no bloqueio.
Quanto está em jogo
Segundo a Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda, cerca de 23 milhões de apostadores tinham saldo nas plataformas regularizadas, e aproximadamente R$ 1,7 bilhão deve ser devolvido.
As empresas também têm até as 23h59 desta segunda para retirar anúncios e marcas ligadas a patrocínios. A mudança afeta principalmente o futebol: de acordo com o governo, as bets pagaram R$ 1,1 bilhão aos principais clubes do país em 2025, o equivalente a 36% das receitas de marketing dessas equipes.
Por que as bets foram proibidas
A medida faz parte de um pacote do governo contra o endividamento das famílias e os problemas associados ao jogo compulsivo. Dados da Fazenda indicam que os brasileiros movimentaram cerca de R$ 220 bilhões em apostas em 2025.
A Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL), que representa o setor, contesta estudos que apontam impacto das apostas no orçamento das famílias.
A MP precisa ser analisada pelo Congresso Nacional e perde a validade se não for aprovada dentro do prazo previsto na Constituição.
